sábado, 20 de agosto de 2022

Gilberto Mendes. Gilberto Mundos

14-16 de setembro, 2022

(on-line)


 Neste ano de 2022, comemoramos o centenário do nascimento de Gilberto Mendes. Compositor, escritor, ensaísta, professor, cidadão do mundo, observador atento do mundo contemporâneo, Gilberto Mendes visitou e inventou vários mundos: de linguagens, de reflexão e análise sobre o seu tempo. Criou redes de colaboração artística, que lançaram sementes (Festival Música Nova, Madrigal Ars Viva) e criaram raízes (formação de diversos profissionais e artistas contemporâneos).

Para celebrar a data, o 18º Encontro Internacional de Música e Mídia reunirá convidados especiais a fim de estimular discussões aprofundadas no que diz respeito à trajetória artística do músico, às suas poéticas artísticas, aos diálogos intersemióticos presentes em sua própria obra, assim como às leituras e aos desdobramentos dessa mesma obra na produção de artistas contemporâneos.

A programação será composta de três mesas-redondas, contando com a participação de convidados nacionais e estrangeiros, no período da tarde. O período da manhã dará voz aos pesquisadores que tiveram propostas de trabalho selecionadas para apresentação, após avaliação por um comitê científico.

O Centro de Estudos em Música e Mídia- MusiMid- convida os interessados a acompanharem o evento, transmitido em versão “on-line”.

 

Modalidades de participação: No momento, somente na categoria de OUVINTE.

 

Inscrições: GRATUITAS.

 

Maiores informações e inscrições: www.doity.com.br/18encontromusimid

 

Observação: Serão emitidos certificados aos inscritos na plataforma Doity que tiverem acompanhado 75% das atividades.

 

Realização: Centro de Estudos em Música e Mídia- MusiMid

 

Apoio: Programa de Pós-graduação em Comunicação – Universidade Paulista (UNIP)

17o. Enccontro Internacional de Música e Mídia/ 17th. Music and Media Meeting

 


LA VIE EN ROSE? MÚSICA E MÍDIA EM TEMPOS TÓXICOS.

15 a 17 de setembro, 2021

(ENGLISH FOLLOWS) 


Em 1905, Canhoto, compunha Abismo de rosas... Em 1968, o cantautor Geraldo Vandré apelaria às flores para chamar a população à reação e resistência face à repressão imposta pelo período militar. Novamente as flores mudariam a história de Portugal... Em 1978, os Secos e Molhados cantavam: “Que fim levaram todas as flores?” Enquanto isso, o “Rei” Roberto Carlos investe na imagem madura com As flores do jardim da nossa casa ,  que contrasta com as “flores astrais” dos Secos e Molhados. “Desbunde” e verve conservadora, simultaneamente, angariavam um público crescente, sempre com o apelo das flores… Mais recentemente, em 2013, o grupo Confronto lança a canção heavy metal Flores da guerra, aludindo a heroínas afrodescendentes guerreiras

As ideologias se valem das flores para lançar suas pautas. Da tulipa se extrai o ópio viciante, que também é analgésico, anestésico; estimula a criatividade, ao mesmo tempo que embota os sentidos. Costuma-se consumi-lo como fuga ou conformismo, face a uma realidade mórbida.

As flores evocam paixões, quase sempre associadas a canções de cunho amoroso, de viés melodramático. Na cultura latino-americana, explora-se o potencial sinestésico floral. Mas flores também lembram experiências malfazejas. Por que amores e ódio se juntam a flores, simbolizando sufocamento? Não seriam as flores também construtos imaginários ambíguos e polivalentes, prestando-se a usos que desafiam as categorias de conformismo e resistência, bem e mal, pureza e contaminação? As flores também não impõem seu encanto ao brotarem do e no asfalto?

Recorremos às flores, ao mesmo tempo veneno e remédio, para motivar um cenário de discussões que pautarão o 17º. Encontro Internacional de Música e Mídia. O mundo tem sido palco de acontecimentos que apontam para um retrocesso em relação a conquistas obtidas, cuja bandeira ostentava alguma flor como símbolo. O que o mundo presencia hoje é um ecossistema que se deteriora; doenças extintas ressurgem. Pessoas são vítimas de extermínio por motivos banais; falsos mitos são abraçados como mensageiros da verdade. Ademais, um vírus toma de assalto o planeta, trazendo desgraça e perplexidade. 

Indagamos: Como o século XXI que, com as conquistas obtidas graças ao desenvolvimento das ciências, teria tomado esse rumo em direção a um abismo – que não seria de rosas? Dentre as diversas justificativas possíveis acreditamos que, em grande medida, tais fenômenos se devem a um desmanche da educação; a extinção de disciplinas na área de artes em muito contribui para que a capacidade de reflexão não seja estimulada; a música tão presente na vida cotidiana, é mais que entretenimento: ela é de formação.

É preciso reavaliar este cenário para podermos refletir sobre medidas que venham a oferecer perspectivas futuras mais alvissareiras... Para tanto, o MusiMid convida todos os interessados a participarem do seu 17º. Encontro Internacional.

Modalidades de participação:

- Comunicações orais

- Ouvintes

 

Datas importantes:

Chamada para trabalhos: 03 de maio a 14 de junho

Resultado da seleção: 28 de junho

Envio dos trabalhos completos: de 03 a 31 de agosto.

Data: 15 a 17 de setembro de 2020.

Maiores informações e inscrições na página: www.doity.com.br/17encontromusimid 

**************************************

LA VIE EN ROSE? MUSIC AND MEDIA IN TOXIC TIMES.

17th. Music and Media  Meeting

 September 15th-17th, 2021


 

In 1905, Canhoto composed a work that would become an obligatory piece in the Brazilian guitar repertoire: Abismo de rosas. In 1968, the singer-songwriter Geraldo Vandré would appeal to flowers to call on the population to react and resist the repression imposed by the military period. Again the flowers: this time carnations would be used, in Portugal, to change the history: the Carnation Revolution (1974). In 1978, in the midst of the military dictatorship, Secos e Molhados insistently asked: "What happened to all the flowers? At the same time, the "King" Roberto Carlos composed The flowers of our home’s garden; intimate and melancholic, contrasting with the "astral flowers" of Secos e Molhados. Simultaneously, "overwhelmed" and conservative verve garnered a growing audience, always appealing to flowers... More recently, in 2013, the group Confronto released the heavy metal song Flowers of War, alluding to African descendant warrior heroines.

The ideologies make use of flowers to launch their agendas (red rose, milk cup).   Red tulip is an analgesic, anesthetic, hypnotic, sedative and serves to stimulate creativity, also serves to numb, to dull the senses - when all that is left is escape or conformism, in the face of a morbid reality.

And through symbols we can talk about passions. They are almost always associated with love songs, moreover in Latin-American culture. But we also talk about the soft petals, the shape, the colors and the perfume. Why would the beautiful flowers be related to unhealthy events and experiences? Why do loves and hates come together with flowers? How many marigolds will history have recorded and still waits to note? \ Still, beyond any binary images, aren't flowers also ambiguous and polyvalent imaginary constructs, lending themselves to uses that challenge the categories of conformism and resistance, good and evil, purity and contamination? Don't the flowers also impose their charm by sprouting from and on the asphalt?

We resort to flowers, at the same time poison and remedy, to motivate the discussions that will guide the 17th International Music and Media Meeting. The world has been the stage for events that point to a regression in relation to conquests obtained not infrequently through the centuries, which flag carried a flower as a symbol: democracy, represented by gender and ethnic equality, respect and tolerance in relation to religious manifestations and cultural diversity; the right to education, to vote, to ideological plurality. What the world is witnessing today is the deterioration of ecosystems; the resurgence of diseases that were thought to be extinct. People are exterminated for banal reasons; false myths are embraced as holy messengers of truth. As if this were not enough, a virus takes the planet by storm, causing disgrace and perplexity.

How could the 21st century, which, with the conquests obtained thanks to the development of sciences, have taken this course towards an abyss.... that would not be lined with roses? Among the several possible justifications, we believe that, to a great extent, these phenomena are due to a dismantling of schooling - which implies in teacher training, working conditions, infrastructure and, above all, in the guidelines that organize the educational directives. In addition, the extinction of subjects in the arts area contributes a lot to this lack of capacity for reflection. In addition, among the arts, music, so present in our daily lives, has its share of participation elevated: beyond entertainment, it is part of the basic educational formation. It is necessary to revaluate this scenario so that we can reflect on measures that will offer brighter future perspectives...

 

Modalities of participation:

Oral communications

Listeners

 

Important dates:

Call for papers: May 3 to June 14

Selection results: June 28

Submission of complete papers: August 03 to 31.

Date: September 15 to 17, 2020.

More information and registration at: www.doity.com.br/17encontromusimid

 

 



--